quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cerveja I love you


Como já diria um antigo jogador romeno, famoso por suas declarações e apreciador das rodas de altinha das praias cariocas, Camachenko, “melhor que ser Veja, só cerveja mesmo.”

Me lembro muito bem das primeiras noitadas e das primeiras interferências do álcool nos seres humanos a minha frente. Tenho dificuldades para lembrar como o álcool interferia em mim. Não comecei pela cerveja, estou certo que não. Comecei por bebidas misturadas à vodca e à cachaça, pelos coquetéis das festinhas dos adultos, porém, a cerveja só veio com a faculdade.

Me lembro muito bem também que o fator decisivo para não consumir cerveja não era o gosto, era o gasto.

Um adolescente espinhento não ganha dinheiro dos pais pra ficar bebendo por aí, por isso mesmo, qualquer trocado sobrado ia direto pro fundo da carteira, esperando as noites de sexta-feira chegar, e quando chegava a lógica era simples: um litro de cachaça fedorenta pra passar a noite ou duas garrafas de cerveja para apreciar? Dá licença. Lá ia eu pro Extra comprar meu combustível com os amigo tudo! Nunca me passou pela cabeça a segunda opção...

Tudo tem seu tempo, já diria São Pedro em uma noite enluarada. E qualquer moleque, espinhento, muito do espinhento no meu caso, se sente um tanto quanto muito adulto quando passa pra faculdade, e até por isso mesmo que a transição da vida delinquente da cachaça para a vida quase-social da cerveja é meio que inexorável, se torna um passo natural na vida de um universitário. O que falar das chopadas? Outro dia eu falo...

A cerveja entra na vida das pessoas naturalmente, no meu caso veio com a faculdade, junto com a possibilidade de matar quantas aulas quisesse sem nenhum impedimento. E pra mim, que nessa época morava praticamente sozinho, foi uma bela experiência de vida, e um grande aprendizado também. Eu e a cerveja.

Comecei aprendendo como tomá-la de maneira rápida, depois apreciando, fui capaz de perceber que quanto mais se bebe, mais se mija (praticamente um gênio) e assim vai se controlando a bexiga. É preciso saber também a hora de parar, no meu caso, a hora de diminuir, e o mais importante, nos bares da vida a gente aprende a regra da saideira, uma verdadeira lição de amor e perseverança. 

Meus amigos de blog eu fiz no bar, e matutando sobre nossa existência enquanto amigos, fui incapaz de lembrar um evento no qual não houvesse cerveja. Não porque somos loucos ou alcoólatras, simplesmente porque gostamos da nossa conversa na mesa do bar, porque depois do fut, gostamos de tomar uma pra refrescar, porque aos finais de semana, tomamos uma para descontrair e durante funerais tomamos umas como sinal de respeito.

E assim nossas vidas fazem mais sentido, são mais ricas de momentos e boas lembranças.


AMIGOS TUDO, hoje é dia de pelada, mas certamente também é dia de cerveja. Celebrai-vos.
Garção! A  SAÍDÊRA!



2 comentários:

  1. Ah a saideira...sempre com suas 8 letrinhas...rs
    Por falar nisso, traz um Torcida de camarão tb, por favor!

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  2. Tem um lugar diferente lá depois da saideira!

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