domingo, 26 de fevereiro de 2012

O seu ânus acabou de começar!


Abre o olho malandro, carnaval passou, diferentemente daquela coceira que você tá sentindo na virilha há uns 3 dias.

Num ri não malandro, amanhã tem trabalho, e apesar do seu chefe ter passado dias ótimos num resort com a família, pra ele, nada mudou.

Para aqueles que perderam a linha e o carretel durante a folia e continuam meio ressaquiados, fiquem tranqüilos, existem alguns Santos e Entidades que os protegem. 

Os de diversão moderada certamente já estão se preocupando com o despertador de amanhã. Me impressiono também com as pessoas que fogem do carnaval. Que tipo de experiências traumáticas tiveram em suas vidas? Não quero nem pensar nisso.

Mas, independente de que tipo de carnaval você teve, uma realidade não te escapa, amanhã começa o ano. E começam também as cobranças daqueles projetos que ficaram sendo tratados a partir de emails curtos e desinteressantes..... Começa a procura de novos clientes, a renovação de contratos, o inicio das aulas, uma correria só.

Independe de como tenha sido seu carnaval, amanhã não tem jeito! Abre o olho malandro.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sem Destino


Janeiro já virou passado, e como já virou prática comum nos dias de hoje, os dias escorrem pelos dedos.

Carnaval é energia. 
Existem momentos no ano os quais estamos mais animados, outros em que o que queremos mesmo é dormir. O carnaval é uma recarga nacional de energia, não existe baixo astral.

Viva o samba!

Chegou a hora de tentar puxar as barbas de Deus, chegou a hora de chutar o balde.

Aqueçam-se todos os tamborins!

Carnaval é época de alegria, positividade e abstração!? 
Abstração das preocupações, do sono, da responsabilidade, abstraímos as contas, o trabalho acumulado, tem gente que abstrai até filho, marido e namorada.

Sai por aí, não fica em casa não...sai sem destino...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Nobre Coração


Em meio ao caos da arbitragem carioca, e por que não brasileira, vou me manter alheio a essa discussão que se tornou mais evidente no clássico carioca entre Vasco x Fluminense, que teve o time da Cruz-de-Malta vencedor, num jogo até legalzinho pros padrões desse estadual.

Mas a questão que mais me inspirou a escrever esse post não foi o “choro” tricolor, tampouco a classificação indiscutível do time da colina, mas sim o outro lado do futebol, o lado da superação, da humildade, o lado às vezes místico que envolve não só o futebol, mas o esporte.

Ontem foi realizada a final da Copa Africana de Nações, e eu, obviamente, não perderia isso, pois além de um viciado em futebol, acompanhei os principais confrontos. Não iria deixar de ver logo o derradeiro embate.

No campo da cidade de Libreville, no Gabão, estavam lado a lado duas realidades completamente distintas, que simbolizam a grande diferença social, não só enfrentada por aquele continente, mas evidenciada como um todo na realidade mundial. De um lado a seleção da Costa do Marfim, com jogadores consagrados no futebol europeu, como Drogba, ídolo do milionário Chelsea da Inglaterra, e outros como Kalou, Yaya Touré. Do outro lado do campo estava a personificação da vontade, a Zâmbia. Time cujo elenco conta apenas com um jogador que atua na primeira divisão europeia, e a maioria atua no futebol local.

A diferença se via já no porte dos atletas, enquanto os Elefantes (apelido da Costa do Marfim) tinham uma seleção forte, de jogadores altos e bem nutridos, os Balas de Prata (apelido da Zâmbia) era composta por jovens mirrados e franzinos. Um verdadeiro Davi contra Golias.

A campanha: Costa do Marfim ganhou todos e não tomou gols; Zâmbia passou aos trancos e barrancos por adversários considerados superiores, como Senegal e Gana, e com muito brio ali estava.
Bola rolando e o que se viu em campo foi o suprassumo da vontade de vencer. Times partindo pra cima, chances dos dois lados, e a valente Zâmbia segurando como podia as investidas de Drogba e cia. Até que um lance poderia ter mudado toda uma história, e quando digo história falo do dia 27 de abril de 1993.

Nesse dia, na cidade de Libreville, palco da final em questão, um avião com jogadores e comissão técnica da seleção de Zâmbia, então melhor esquadrão africano, caiu numa praia matando todos. Uma tragédia considerada a pior da história de Zâmbia e que deixou feridas que nunca cicatrizaram. A seleção dada como certa na Copa de 94 nos EUA, não conseguiu a classificação, e aquele trauma parecia ter sido levado para os campos.

Mas no capítulo da decisão, a tragédia parecia ser outra. Aos 25 minutos do segundo tempo, o juiz assinalou pênalti para a Costa do Marfim. Todo suor zambiano parecia ter sido em vão. Então o melhor jogador do continente africano, Drogba, partiu pra cobrança, e como num filme de suspense, a bola delicadamente tomou o rumo pra longe do gol. Esperanças renovadas, Zâmbia estava no jogo e agora tudo era possível.

O tempo normal acabou, a prorrogação se manteve no zero e a dura realidade dos pênaltis veio a tona. Após oito cobranças de cada lado, com toda a sua paciência e ponderação, o destino colocou nas mãos de Zâmbia o tão sonhado e suado troféu de campeão.
O estádio, em sua grande maioria torcendo pelos Balas de Prata, foi a loucura. Uma festa de emocionar até o mais duro coração. Era uma felicidade pura, e que teve como grande inspiração, a visita que os jogadores e comissão técnica fizeram a praia onde ocorreu o acidente, dias antes do jogo. Como se cada flor jogada ao mar fosse um pulmão a mais para eles. Estava ali não só um time, mas um país em catarse.

Uma lição de heroísmo de meninos que viraram homens, de um país que resgatou sua autoestima, de uma luta por um alento no coração de um povo, que foi representado a altura por jovens guerreiros.




Levianos e Hostis - Damn Idiots


Vou colocar um bloco na rua: SALVEM OS IDIOTAS. Será garantia de sucesso.

Antes, gostaria de salientar que esse poderia ser um texto muito mais bem humorado, no entanto a indignação pesa mais forte....

Se, simplesmente, você parar para assistir o comportamento das pessoas passeando livremente nas ruas por 30 minutos, ou 10 minutos numa feira ou, até mesmo, incríveis 17 segundos na fila do Mundial, a conclusão será que mundo se idiotalizou completamente.


Saindo pra fazer umas compras no mercado, me deparei com um pai preocupado em fazer as compras da escola para seu filho.
O bom senhor aparentemente resolveu tirar sua sagrada manhã de sábado para se dedicar a tal tarefa com seu pimpolho, calçou o velho chinelão e lá foi ele, serelepe, resolver essa pendenga. Entrou com carrinho para fazer compras escolares, se preocupou também em carregar uma bolsa própria para depois carregar os materiais, andou um pouco e se dirigiu a um funcionário:
- Onde é a seção de material escolar?
- Infelizmente não temos senhor.
- Vocês não têm material escolar nenhum?
- Nadinha senhor, zero!
- Nada?
- Nadinha.
E continuou com mais 13 ou 19 perguntas extremamente relacionadas:
- Lápis?
- Não!
Apontador?
- Não.
- Caneta, borracha?
- Nadinha.
O careca pega sua bolsa própria do carrinho, olha indignado pro seu filhote e deixa o recinto. Não diz obrigado ao vendedor, deixa o carrinho largado no meio do corredor..... que idiota!


Já no caixa para pagar, me deparo com um carrinho cheio de compras parado colado no caixa, pergunto a mocinha se existe alguém “ali” e ela diz que sim. Me vejo então numa situação que o próximo a ser atendido é o carrinho fantasma e logo depois sou eu, enquanto outras pessoas também estão na fila.
Peço licença ao simpático carrinho e passo a frente para ser atendido. Finalizando minha compra, chega o supremo guardião de filas como se nada estivesse acontecendo, e como se fosse normal monopolizar filas aleatoriamente... um tremendo idiota.


Na saída tem o tiozão parando o carro em cima da faixa de pedestres para abastecer seu carango com as compras do mês de maneira mais prática, tem a vovó vendendo balinhas ou ervas na sombra da calçada apertada, e muitos outros cretinos e idiotas passeando felizmente pelas ruas.
Agora vamos agüentar um pouquinho mais os idiotas do carnaval. ÊÊÊÊ.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O circo foi embora?


Parece que enfim acabou a palhaçada na Gávea...ou pelo menos foi dado um passo importante para tal.
Na tarde dessa quinta-feira, pós altíssima vitória sobre o scratch do Real Potosí, me deparei com a notícia de que a “poderosa” presidenta (essa porra de presidentA ta mesmo certo?) do Flamengo demitiu toda a cúpula do futebol. Aliás, já havia passado da hora de uma atitude no mínimo, falando bem por baixo mesmo, sensata da mandatária rubro-negra.

Cá entre nós, desde quando um técnico cujo ultimo titulo havia sido um campeonato mineiro (caramba!!!), e que não ganha nenhum título expressivo desde 2004, chega num clube do tamanho do Flamengo com carta branca para mandar e desmandar em todo o departamento de futebol. Isso sem falar no astronômico salário, comparado ao de estrelas que atuam dentro de campo. Há anos esta faltando humildade por essas bandas.

Não vou julgar nem apontar dedo na cara de ninguém - quem sou eu pra isso - mas queria muito uma explicação plausível para entender o porquê de um técnico precisar levar cerca de 10 auxiliares pra trabalhar com ele. Seriam mesmo auxiliares ou os famosos “peixes”? E os profissionais do clube, criados e talhados lá, não servem? Porque agora é a eles que terão que recorrer.

O cara tem ao seu lado um time de futebol vestido de comissão técnica, arruma confusão com o elenco, da oportunidade somente a jogadores que, dizem por aí, estão sob tutela de seu “parceiro” empresário, e no final de tudo ganha o que? Ah tá, um carioca invicto. Na boa, sabe o que o flamenguista consciente pensa? “Foda-se”. O Cariocão (usei o aumentativo pra mostrar que é um campeonato inchado e não grandioso) só serve pra alimentar a sadia rivalidade regional, mais nada.

Mas esse cortejo de “sabichões” que circulavam pela Gávea, obviamente, não se restringia somente aos citados. Vale ressaltar aqui o episódio proporcionado pelo inoportuno ex-diretor executivo. “Meo Deos...”. Como um diretor de uma entidade regida por mais de 35 milhões de seguidores pode vir a público fazer piada de salário atrasado. Ah, tenha a santa paciência! Sério mesmo que alguém olhou pra ele e disse “taí um profissional!”? Quem foi esse gênio então?

Meu querido, entenda uma coisa muito simples no mercado: assinou o contrato, cumpriu o contrato. Não gostou, não contrata, deixa Ronaldinho e cia seguirem seu rumo. Agora, vir a publico pra literalmente vomitar palavras é coisa de amador.

Por mim pode juntar esse bolo todo aí, colocar no mesmo saco outros “malandros” que ainda circulam pelos corredores do rubro-negro e mandar pra bem longe. Não só do futebol do Flamengo, mas pra longe do futebol. Todos nós agradecemos.

Só pra constar: com ou sem crise, salário atrasado, sanguessugas, e outras cositas mas, futebol se resolve dentro de campo; e com total merecimento, o Flamengo se junta a Fluminense e Vasco na Libertadores. Tá chato ser carioca, hein!!!

Passar bem.